quinta-feira, 16 de abril de 2020

CÁLIDO CULTO

Amo a deusa que humilde ostenta,
Em vulto singelo o cálido sol;
Ora cigana, odalisca ou serena,
Gira na luz, o mundo girassol.

Dança e agita meu espírito fosco,
Ama e gravita em meu mundo dantesco;
Quero teus saltos e giros num enrosco,
Em passos e compassos ao som de um
                                                         [flamenco.

Luz verdadeira que de mim tem a posse, 
Me fita e toca e o tempo estanca;
Sem medo de nenhum medo que o amor                                                                         [distorce,
Me faz sua chave que a porta destranca. 



terça-feira, 31 de dezembro de 2019


AOS QUE SEGUEM
A cada pessoa com quem este ano,
Tratei,
Destratei,
Trai,
Contraí,
Fascinei,
Desapontei,
Entendi,
Desentendi,
Por fim, convivi:
Minha sincera gratidão e falsa indiferença, pois não sei indiferenciar
Não posso esquecer e não dá para ignorar.
Levo cada um em mim e me construo assim.
Ora fundo as bases sobre exemplos, ora destruo estruturas
sob divergências, e as faço tapetes de pés que pisam e moem
ranços, rancores e torpezas vis.
Obrigado a cada um que em mim está contido e que a mim
contém.
Obrigado e desculpem o excesso de menos verniz.
Um ano novo como todos mas bem mais feliz.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Em tom de leve sorriso olho a luz,
E vejo que passou o tempo,
A lembrança daquele dia me conduz,
O dia um a dois a sós, intenso.

Vejo em seu olhar uma viagem,
Uma história que retomei sem perceber,
Meus poros

terça-feira, 9 de abril de 2019

RESGATE 

Do deserto saí, 
sob a luz real de palavras  intensas, 
que bradei e por fim tão perto, 
ouvido fui por alguém que sente e pensa;

Hoje quando só estou ou ando,
sinto o toque tênue de mãos firmes,
olhar penetrante me explorando, 
O tom sereno de voz que amor exprime; 

Vou inteiro de novo como nunca era; 
Estou pleno de paz no escuro repousante;
Rasgo o véu sutil de sua nudez que me espera;
Amo meus instintos tensos indo adiante. 

sábado, 16 de março de 2019


A SÍNDROME DA SERINGUEIRA

As seringueiras ao menos aparentemente à medida em que crescem vão descendo raízes à terra como que em um medo de não terem garantidos seus nutrientes e com isso não têm limites, invadindo espaços de árvores, casas e assim seguem. Elas como seres ligados à terra e do reino vegetal, assim são e estão certas. Comparadas a elas vejo pessoas em semelhante comportamento quando na verdade devem buscar ligações com planos elevados de percepção e de vida, uma vez que são almas em experiência terrena e inevitavelmente destinadas a vôos plenos e eternos.